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Meio Ambiente

Meio Ambiente

Introdução

Visto do espaço pela primeira vez em meados do século XX, nosso Planeta se mostrou como uma pequena e frágil bola azulada, dominada não pela ação e obra do homem, mas por uma disposição harmônica de nuvens, águas, vegetação e solos. O fato de a humanidade não ter se mostrado capaz de agir conforme esta ordenação, tem alterado fundamentalmente nosso sistema. Muitas dessas alterações têm acarretado ameaças à vida humana. Esta realidade nova, da qual não há como fugir, tem de ser reconhecida e enfrentada : estamos diante de uma série de problemas globais que têm danificado a biosfera e a vida humana de modo alarmante, capaz de, em breve se tornar irreversível - as florestas que ainda existem estão sendo desmatadas enquanto a desertificação avança; o solo arável das terras está diminuindo, e a camada de ozônio, que nos protege da prejudicial radiação ultravioleta,está sendo destruída; as concentrações de gases que aprisionam o calor da atmosfera estão se elevando, enquanto o número de espécies vegetais e animais está se reduzindo. A população mundial continua a crescer, e continua a aprofundar-se o abismo entre ricos e pobres. Nenhum desses problemas pode ser entendido ou analisado isoladamente. São problemas sistêmicos - interligados e interdependentes - e sua compreensão e solução requerem um enfoque sistêmico.

Neste contexto, o processo produtivo, a Indústria, assumem um papel essencial de participação e responsabilidade.

As revoluções industriais foram sucessivamente fundamentadas na transformação dos recursos : primeiro do carvão, depois do petróleo. Estamos hoje no limiar de uma nova Revolução Industrial que, esperamos, em seu plano material, se apoiará na valorização dos recursos renováveis. O Brasil é candidato natural a desempenhar um papel decisivo de uma nova civilização industrial dos trópicos, dado, acima de tudo, seu extraordinário potencial de recursos subutilizados de produção. Cientes dessa conjuntura, e do espaço privilegiado e estratégico que nossa região ocupa no cenário nacional, o CIESP-Campinas, cria seu Departamento de Meio Ambiente (DMA); evolução natural do trabalho de uma divisão pioneira que só fez ressaltar a importância de se contar com este serviço aos associados e à comunidade.

Tendo em mente o pressuposto de que, assim como a preocupação com a qualidade e a produtividade, a busca do compromisso ambiental não é simplesmente mais uma opção mas um requisito na conquista e manutenção de mercados - o DMA tem como objetivo conferir à excelência ambiental, em seu mais amplo significado, um fator diferencial de competitividade. Assim, nosso trabalho será pautado em três ações norteadoras : conhecer, capacitar e fortalecer. Conhecer o associado significa identificá-lo quanto ao seu grau de envolvimento e consciência com a questão ambiental, permitindo que ele reconheça no DMA do CIESP um agente parceiro, promotor e viabilizador de seu negócio. È diagnosticar, valorizar potencialidades e identificar necessidades e/ou deficiências para então, capacitar. Capacitar é prover subsídios, suporte à superação nas questões ambientais de modo a propiciar alternativas ambientais que se mostrem mais adequadas nos planos legais e sócio-econômicos. Por fim, e de modo particular - fortalecer. Na natureza, toda competição está intricadamente ligada à cooperação. As relações cooperativas e simbióticas são uma característica essencial ao crescimento, à perpetuação. Este é um departamento que pretende ter no espírito cooperativo de suas relações - uma ferramenta fundamental de sucesso. É sem dúvida, um trabalho longo e árduo. Em toda companhia, assim como no conjunto da sociedade, surgem conflitos e contradições que não podem ser simplesmente solucionados em benefício de um ou de outro lado; desse modo, precisamos de estabilidade e mudança, de ordem e liberdade, de tradição e inovação, de compromisso e de negócios ...

"Compromisso Ambiental Promovendo Negócios" será o lema de trabalho !

Felizmente, se por um lado contamos com um cenário ambiental global que se mostra desolador, por outro, esta nova realidade coincide com os fatos mais novos e positivos deste século: podemos fazer informações e bens circularem por todo o Planeta com uma rapidez sem precedentes; é possível produzir mais alimentos e mais bens com um investimento menor de recursos; a ciência e tecnologia de que dispomos nos permitem, ao menos potencialmente, examinar com mais profundidade e compreender os sistemas naturais. Temos a capacidade de reconciliar harmoniosamente as atividades humanas, os processos produtivos com as leis naturais e produzirmos riqueza com isso!

É com o compromisso de efetivar esta capacidade e de que seu resultado se reverta em real benefício às pessoas, a nossa região, a nossa nação e ao nosso planeta - que este trabalho se inicia.